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Jesus

Laurence Freeman OSB

Capítulo 1*
Introdução

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Misticismo, essa experiência pessoal da presença de Deus, não está particularmente limitada a qualquer expressão religiosa da humanidade, mas, constitui uma parcela essencial de todas as religiões ou tradições de sabedoria do mundo. O Cristianismo, certamente, não é uma exceção, ainda que esse fato possa surpreender muitos cristãos modernos.

Na antiga tradição judaica, as experiências místicas foram bem registradas; existem muitos relatos sobre a experiência da presença divina, em sonhos e visões: podemos pensar em Abraão, Jacó e Moisés, sem esquecer os profetas, especialmente a visão que Ezequiel teve quando do exílio na Babilônia, e a visão de Deus que Elias teve no Horeb, a montanha de Deus.

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A Cristã e Outras Tradições da Meditação

No trecho a seguir encontramos a resposta que D Laurence Freeman OSB deu a duas perguntas que muitos de nós poderíamos ter feito. Isso se deu na sessão de Perguntas e Respostas ao final de uma série de palestras que ele ministrou sobre a meditação cristã na Igreja de Nsa. Sra. do Perpétuo Socorro em Cingapura em 24 de Novembro de 2001. Na ocasião D Laurence abordava o tema de seu então mais recente livro: Jesus - O Mestre Interior.

P.: O mundo está desunido por divisões, em vez de estar unido por coesão. Não poderia haver um tipo universal de meditação, em vez de haver meditação cristã, budista, zen ou hindú? Pois, existe entre elas tanto em comum, tantos valores que lhes são comuns.
LF.: Obrigado. Bem, num certo sentido, há. Creio que a experiência da meditação é a mesma. Se você, ou eu, nos sentamos para meditar com budistas, ou com integrantes de qualquer outra religião, compartilharemos com eles os mesmos desafios: as dificuldades de se sentar em quietude, as dificuldades de se lidar com as distrações, ou de não cair no sono, as dificuldades de meditar todos os dias. De um ponto de vista humano, o desafio é o mesmo. Ora, experimentalmente, os frutos da meditação serão os mesmos. São Paulo nos fala dos frutos do Espírito: o amor, a alegria, a paz, a paciência, a gentileza, a bondade, a fidelidade, a suavidade e o auto-controle. E, há uma descrição no Dhammapada, texto budista, que é quase exatamente a mesma. O Dalai Lama diz que o propósito de qualquer religião é o de produzir boas pessoas, e o teste para qualquer religião é o de se ela produz boas pessoas, pessoas de bom coração, pessoas que perdoam, que são compassivas e tolerantes, sábias, gentis, e assim por diante.

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Cristo na Experiência Contemplativa

Ainda, do Evangelho de João: 

Ele estava no mundo e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu e os seus não o receberam.  Mas, a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que crêem em seu nome, eles, que não foram gerados nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas, de Deus.  E, o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que Ele tem junto ao Pai como filho único, cheio de graça e de verdade.  (Jo 1:10-14).

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A Prece da Fé

A meditação é, acima de tudo, a prece da fé.  Conhecemos Cristo, principalmente, não através do pensamento, mas, através da fé.  A meditação, a prece pura, é a prece da fé.  Deixando para trás os pensamentos, as palavras e, assim por diante, somos deixados com a palavra, o mantra, a ação de pura fé.  Isso nos faz compreender, por experiência, o que é a fé.  A fé não é o nosso conjunto de crenças.  A fé não é o mesmo que a nossa teologia.  A fé é nosso relacionamento com outra pessoa.  A fé é nossa capacidade de manter um relacionamento.  Dizemos, por exemplo, que somos fiéis à nossa comunidade, fiéis no casamento, fiéis na amizade.  Fé é a capacidade que temos, e o dom que recebemos, de manter um relacionamento.  Só podemos conhecer outra pessoa, se mantivermos com ela um relacionamento.  Aqui não se trata tanto dos pensamentos que abrigamos, mas, do relacionamento que abrigamos.

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Nosso Verdadeiro Eu – Uma Criança de Deus

Jesus nos diz que o verdadeiro Eu é o mais elevado valor na vida: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se se perder ou arruinar a si mesmo?” (Lc 9:25).

O verdadeiro eu de que temos falado, aquele que realizamos quando nos desapegamos da identificação com nosso ego, o verdadeiro eu que Jesus diz ser o mais elevado valor na vida, aquele verdadeiro eu, é uma criança, um filho de Deus.  Neste verdadeiro eu que somos, somos ainda mais verdadeiramente, filhos de Deus, do que até mesmo somos filhos de nossos pais.  Temos uma realidade mais elevada ou, uma realidade mais essencial, na condição de filhos de Deus, sendo esse o nosso relacionamento fundamental, no qual estão arraigados todos os nossos outros relacionamentos.  Na condição de filhos de nossos pais, temos uma identidade física e psicológica e, claramente, isso tem uma certa realidade.  Porém, a realidade mais básica é aquela realidade que temos como filhos de Deus.  Compreender isso, encontrar aquele verdadeiro eu, é a obra da contemplação.  A experiência contemplativa não se fundamenta em algo abstrato, mas, é algo prático e real e, comum, no melhor sentido desse termo ‘comum’, algo normal.

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