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Integridade

WORD MADE FLESH (London: DLT, 1993), pgs. 55-56.

Muitas vezes, temos a impressão de que nos apressamos muito em passar pela vida, ao passo que há em nosso coração a chama essencial do ser. Nossa pressa, muitas vezes, a leva ao ponto de se extinguir. Porém, quando nos sentamos para meditar, na simplicidade e na imobilidade, a chama começa a queimar de maneira firme e brilhante. Ao abandonarmos o processo de pensar em termos de sucesso e auto-importância, a luz da chama nos ajuda a nos entendermos, e aos outros, em termos de luz, de calor e de amor.
O mantra nos conduz ao ponto da imobilidade, no qual a chama do ser pode queimar com brilho. Nos ensina, aquilo que sabemos, mas, freqüentemente, esquecemos, de que não podemos viver uma vida plena, a menos que ela esteja estabelecida em algum propósito subjacente. A vida possui um significado e um valor supremos, que só são descobertos na firme imobilidade do ser, que é nossa ligação essencial com Deus. É terrivelmente fácil, permitirmos que a vida se torne uma mera rotina. Os papéis que representamos, podem facilmente tomar o lugar do ser. Caímos facilmente na representação dos papéis de estudantes, de mães, de maridos, de gerentes, de monges e, assim por diante. . . Jesus veio ao mundo para nos dizer que a vida nada tem a ver com a representação de papéis ou, com o fato de sermos um funcionário dentro de algum sistema. A vida tem a ver com o significado e o propósito que sentimos na profundidade do nosso mais imóvel ser. Nosso valor surge a partir de quem nós somos em nós mesmos e, não a partir do que fazemos como um personagem de nós mesmos.
O significado supremo de Deus não surge daquilo que a sociedade nos diz que somos, isso significaria “preferirmos a aprovação humana, à aprovação de Deus”, tal como nos disse Jesus. [. . . .] Cada um de nós . . . deve descobrir a verdade fundamental acerca de si mesmo. Ligados a Deus, devemos estar abertos ao amor que nos redime da ilusão e da superficialidade. Devemos viver a partir dessa sacralidade infinita e pessoal, que temos como um templo do Espírito Santo. Descobrindo que o mesmo Espírito que criou o universo habita nossos corações e, em silêncio é amor para todos, e propósito de toda vida.

original em inglês

From John Main OSB, “Integrity,” WORD MADE FLESH (Norwich: Canterbury, 2009), pp. 55-56.

It often seems as if we rush through life at such high speed while in our heart there is the essential interior flame of being. Our rushing often brings it to the point of extinction. But when we sit down to meditate, in stillness and simplicity, the flame begins to burn brightly and steadily. As we abandon thinking in terms of success and self-importance, the light of the flame helps us to understand ourselves and others in terms of light, warmth and love.
The mantra leads us to this point of stillness where the flame of being can burn bright. It teaches us what we know, but frequently forget, that we cannot live a full life unless it is grounded on some underlying purpose. Life has an ultimate significance and value that is only really discovered in the still steadiness of being, which is our essential rootedness in God. It is terribly easy to let life become mere routine. Roles can easily take the place of being. We fall into playing the routine roles of student, mother, husband, manager, monk or whatever. . . Jesus came to tell us that life is not about playing roles or being a functionary in some system. It is about meaning and purpose felt in the depth of our stillest being. Our value arises from who we are in ourselves, not what we do in a role-image of ourselves.
The ultimate meaning of God does not arise from what society says we are—that would be to “prefer human approval to the approval of God,” as Jesus put it. [. . . .] Each of us . . . must discover the fundamental truth about ourselves. Rooted in God, we must be open to the love that redeems us from illusion and shallowness. We must live out of that personal infinite holiness which we have as a temple of the Holy Spirit. Discovering that the same Spirit that created the universe dwells in our hearts, and in silence is loving to all, is the purpose of every life.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.