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O Espírito

John Main, extraído de A Palavra que leva ao Silêncio (São Paulo: PAULUS, 2017).

O primeiro passo rumo à maturidade pessoal. . . é o de permitir que sejamos amados. Foi para facilitar isso que o Espírito Santo foi enviado ao coração humano, para tocá-lo, para despertá-lo, para atrair nossas mentes à Sua luz redentora. O envio do Espírito foi um evento da ressurreição e continua a sê-lo, conservando hoje o mesmo frescor “daquela noite de domingo”, tal como nos conta S. João, quando os discípulos estavam juntos a portas fechadas e Jesus veio e soprou sobre eles dizendo: “Recebei o Espírito Santo”.
[Nossa] natural letargia e evasiva de nós mesmos, nossa relutância em permitir que sejamos amados não constituem, assim como as portas fechadas, impedimento ao Espírito Santo. O Espírito foi enviado ao coração humano, e ali Ele vive o mistério divino até que Deus nos mantenha no ser. Até mesmo no coração do homem completamente malvado, se existisse uma pessoa assim, o Espírito Santo ainda estaria rezando “Abba Pai” sem cessar.[...]
Começamos com uma tênue percepção dos movimentos do Espírito em nosso coração, da presença de um outro através do qual conhecemos a nós mesmos. Despertando para sua plena realidade, ao escutar nosso coração, despertamos para a prova viva de nossa fé, que justifica aquela primeira percepção tênue, aquela primeira esperança. E, como São Paulo disse aos Romanos, “a perseverança [produz] a virtude comprovada, a virtude comprovada a esperança. E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado.” (Rm 5, 4-5)
O entusiasmo da linguagem de Paulo é o entusiasmo de seu despertar pessoal para a realidade do Espírito, para a experiência da alegria derramada, calcada e transbordante, que Jesus pregou e que comunica através do seu Espírito. É o entusiasmo da oração.

 

original em inglês:

An excerpt from John Main OSB, “The Spirit,” WORD INTO SILENCE (Norwich: Canterbury Press, 2006), pp. 35-6.

The first step to personhood . . . is to allow ourselves to be loved. It was to facilitate this that the Holy Spirit was sent into the human heart, to touch it, to awaken it, to draw our minds into its redemptive light. The sending of the Spirit was a resurrection event and so continues as freshly today as it did “late that Sunday evening, “ as St John tells us, when the disciples were together behind locked doors and Jesus came and breathed on them and said, “Receive the Holy Spirit.”

[Our] natural lethargy and self-evasiveness, our reluctance to allow ourselves to be loved are, like the locked doors, no impediments to the Holy Spirit. The Spirit has been sent into the human heart, and it lives out the divine mystery there for as long as God sustains us in being. Even in the heart of the utterly evil man, were there such a person, the Holy Spirit would still be crying: “Abba Father,” without ceasing. [. . . ]

We begin with a dim awareness of the stirring of the Spirit in our heart, the presence of another by which we know ourselves. In awakening to its full reality, in listening to our heart, we awaken to the living proof of our faith justifying that first dim awareness, that first hope. And, as St Paul told the Romans: “This proof is the ground of hope. Such a hope is no mockery because God’s love has flooded our inmost heart through the Holy Spirit he has given us.”

The intoxication of Paul’s language is the intoxication of his personal awakening to the Reality of the Spirit, to the experience of the joy released, pressed down and flowing over, which Jesus preached and communicates through His Spirit. It is the intoxication of prayer.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.