Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
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Segunda Conferência de Getsêmani

extraído de John Main OSB, Meditação Cristã (São Paulo: Ed. PAULUS, 9a reimpressão, 2016).

 

A meditação, e a pobreza dela, não é autorrejeição. Não estamos nos afastando de nós mesmos; não hostilizamos nosso eu. Porém, para chegarmos à condição de nosso verdadeiro eu, que é o convite ao qual atendemos ao meditar, precisamos passar para a experiência radical da pobreza pessoal com uma inflexível entrega do si mesmo.

De acordo com o pensamento do Zen, aquilo que entregamos, aquilo para o qual morremos, não é o eu da mente, mas aquela imagem do eu que erroneamente passamos a identificar com quem realmente somos. Ora, isso não se trata de uma proposição que necessitamos, usando a linguagem do livro Nuvem do Não Saber, “para interpretar com habilidade imaginativa”. Todavia, isso nos diz que aquilo a que renunciamos em prece é essencialmente a irrealidade.

E, as dores da renúncia serão proporcionais à extensão em que nos comprometemos com a irrealidade, a extensão em que consideramos nossas ilusões como sendo reais.

original em inglês

From John Main OSB, “Second Conference in CHRISTIAN MEDITATION: The Gethsemani Talks (Montreal: Christian Meditation Media, 1982), pp. 36=37.

 

Meditation and the poverty of it is not self-rejection. We area not running away from ourselves; we do not hate ourselves. But to arrive at our true selfhood---and it is to that invitation we respond when we meditate—we must pass into the radical experience of personal poverty with an unflinching self-surrender. 

And what we surrender, what we die to is, in the thought of Zen, not the self of the mind but rather that image of the self which we have mistakenly come to identify with who we really are. Now this is not a proposition that we need, in the language of the Cloud, “to expound with imaginative cleverness.” But it does tell us what we are renouncing in prayer is essentially, unreality.

And the pain of the renunciation will be in proportion to the extent that we have committed ourselves to unreality, the extent to which we have taken our illusions to be real. 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.