Leitura da Semana

Acesse mais leituras e mensagens de D. John Main e D. Laurence Freeman:

Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
Quaresma 2018 >
Quaresma 2017 >
Quaresma 2016 >
Quaresma 2015 >
Quaresma 2014 >
Quaresma 2013 >

Séries de Palestras

Encontre um Grupo de Meditacao Crista

Calendário de Eventos

Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

perfil laurence

O Medo da Morte

extraído de “Perder para Encontrar" de Laurence Freeman OSB (São Paulo Ed. Vozes, 2008), pg. 129-131.

Por meio da meditação… nos colocamos diante da morte todos os dias. E se estamos diante da morte todos os dias, se nos permitimos morrer um pouco mais a cada dia, então, a experiência da morte nos permitirá viver cada dia mais plenamente. A morte encarada com fé, nos conduz para além do medo da morte, e nos permite viver cada dia com a esperança certa de vida eterna. Esta esperança é a razão pela qual a meditação é um meio de vida. Porque é um meio de morrer. A morte cancela nosso senso de futuro e, assim, nos força a nos concentrarmos completamente no momento presente. Para onde mais poderíamos ir? Quando verdadeiramente encaramos a morte, estamos totalmente no momento presente. Entramos na eternidade antes de morrermos, se formos capazes de encarar a morte com esta atenção sem evasivas. Mas, sempre tentamos escapar do momento presente.
Comumente nos evadimos do presente, seja vivendo no passado, seja criando um mundo de fantasia. Mas, quando estamos meditando, ao repetirmos o mantra, fecham-se estas duas opções, ou vias de escape. Não há para onde ir, a não ser estar aqui. O mantra aponta para uma direção, para o centro. É um caminho estreito, mas, é o caminho da verdade. À medida que seguimos o caminho do mantra, ao repetí-lo com coragem e humildade, ele nos conduz por um caminho onde morre tudo o que, em nós, nos impediria de alcançar a plenitude da vida. Morremos a cada dia na fé, e esta é a preparação suprema para a nossa hora da morte. Mas, como um caminho de morte na fé, ele inevitavelmente nos leva ao confronto com duas poderosas forças, para o qual devemos estar preparados. São elas as forças do medo e da raiva. [...]
[Mas] a raiva, e o medo do qual ela se origina, são tudo o que a meditação não é. A raiva mais profunda vem do medo mais profundo: o da morte. Mas, também vem de vários tipos de causas secundárias, de tudo que constitui nossa história psicológica. Precisamos estar alertas quando meditamos, e à medida que nos purificamos dessa raiva, que não é nossa preocupação imediata, descobrir de onde ela vem. Tudo o que é realmente importante é que a estamos eliminando... que o amor ativo na fé do mantra elimina a raiva do coração. [...]
[Nas palavras de 1 João 4,16-18]: " Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele. Nisto consiste a perfeição do amor em nós, que tenhamos plena confiança no dia do Julgamento, porque tal como ele é, também somos nós neste mundo. Não cabe temor no amor; o perfeito amor expulsa o temor."

original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman OSB, “The Fear of Death,” THE SELFLESS SELF (London: Darton, Longman, Todd, 1989), pp. 129-131

 

By meditating. . .we are facing death every day. And if we face death every day, if we allow ourselves to die a little more each day, then the experience of death will allow us to live each day more fully. Death faced with faith takes us beyond the fear of death and has us live each day with the certain hope of eternal life. That hope is why meditation is a way of life. Because it is a way to die. Death cancels out our sense of the future and so forces us to concentrate wholly in the present moment. Where else is there to go? When we really face death we are totally in the present moment. We enter eternity before we die, if we can face death with this unevasive attentiveness. But we always try to escape the present moment.

We usually evade the present, either by living in the past, or by creating a world of fantasy. But when we are meditating, the saying of the mantra closes off those two options or escape routes. There is nowhere to go except to be here. The mantra points in one direction, towards the center. It is a narrow path, but it is the path of truth. As we follow the way of the mantra, as we learn to say it with courage and humility, it leads us along a way in which everything in us dies that would hold us back from fullness of life. We die each day in faith and that is the supreme preparation for the hour of our death. But as a way of dying in faith it inevitably brings us to confront two very powerful forces that we must also be prepared to face. They are the forces of fear and anger. [. . . .]

[But] anger, and the fear that it springs from, is everything that meditation is not. The deepest anger comes from our deepest fear—of death. But it comes from all sorts of secondary causes too, from everything that makes up our psychological history. We need to be aware when we meditate, and as we cleanse ourselves of that anger, that it is not our immediate concern to trace where it comes from. All that is really important is that we are shedding it. . . that the love active in the faith of the mantra casts out anger from the heart. [. . . ]

[In the words of 1 John 4:16-18] “God is love; the person who dwells in love dwells in God, and God in him. This is for us the perfection of love, to have confidence on the day of judgement, and this we can have, because even in this world we are as God is. There is no room for fear in love; perfect love banishes fear.”

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.