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Um Caminho Simples

Extraído de Laurence Freeman OSB, A Simple Way: The Practice of Christian Meditation (Tucson, Medio Media, 2004), p. 5, 21-22.

Na prática da Meditação o que fazemos não é trazer nossas petições à prece, mas estamos prestando atenção. Não estamos fazendo intenções: estamos dando a nossa atenção. Essa é a pura visão da meditação, de toda vida contemplativa. Assim, não estamos entretendo em nossas mentes com ideias ou imagens particulares de Deus. Não estamos falando com Deus. Não estamos pensando em nossos problemas, mas estamos fazendo algo muito maior. John Main dizia que ao meditar realizamos a maior capacidade humana que é a de estar com Deus, em Deus, aqui e agora.[...]

Prestar atenção ao mantra é uma ação. Significa abandonar a consciência de si mesmo. Deixar seu eu para trás, como Jesus ensina. Não se trata de algo que possamos fazer com violência. Não podemos amar a Deus por meio do ódio a nós mesmos. A atenção não é franzir as sobrancelhas e ficar tenso como no ato da concentração. Caso você medite assim não o fará efetivamente nem continuará por muito tempo. A perseverança é essencial, e o objetivo é a prática diária. A concentração não pode ser sustentada por muito tempo. A atenção, no entanto, é o modo pelo qual deveríamos viver o tempo todo.

Jesus nos convidou a segui-lo. A dirigir nossa atenção para aquilo no qual ele está absorto. Para prestarmos atenção a uma coisa precisamos retirar o foco de nós mesmos. Esta é ao mesmo tempo a coisa mais simples e mais difícil do mundo. Ainda assim, uma vez que a experimentamos, e que pegamos o jeito dela, trata-se da única coisa que vale a pena fazer.

A meditação, tal como nos dizem todas as tradições de sabedoria do mundo, engendra a compaixão. Esse é o simples, radical e maravilhoso chamado ao discípulo cristão. Parar de pensar em si mesmo e assim descobrir quem é, verdadeiramente, e ir além da prisão do ego para a mente de Cristo que a todos abraça.

 

original em inglês

 

An excerpt from Laurence Freeman, A SIMPLE WAY: The Path of Christian Meditation (Tucson: Medio Media, 2004), p. 5, 21-22.
 

In the practice of meditation, we are not bringing our petitions into prayer, but we are paying attention. We are not making intentions: we are giving our attention. This is the pure seeing of meditation, of all contemplative living. So we are not entertaining in our mind particular ideas or images of God. We are not speaking to God. We are not thinking about our problems but doing something much greater. John Main said that our greatest human capacity is realized when we meditate because it is our capacity to be with God, in God, here and now. [. . . . .]

Paying attention to the mantra is work. It means letting go of your self-consciousness. Leave self behind, as Jesus teaches. This is not something we can do violently. We cannot love God by hating ourselves. Attention is not furrowing your brow and getting tense as in the act of concentration. If you meditate like this you won’t do it very effectively or keep with it for very long. Perseverance is essential and daily practice is the goal. Concentration cannot be sustained for very long. Attention, however, is how we are meant to live all the time.

Jesus invited us to follow him. To direct our attention to what he is absorbed in. To pay attention to one thing we have to take the spotlight off ourselves. This is both the simplest and the most difficult thing in the world. Yet once we taste it and get the hang of it, it is the only thing worth doing. Selfishness and self-centeredness then become increasingly undesirable states of mind. Loving others becomes not so much a duty but a default setting that we are hardly aware of doing.

Meditation, as all the wisdom traditions in the world tell us, engenders compassion. This is the simple, radical, wonderful call of the Christian disciple. To stop thinking about yourself and so to discover who you truly are, to expand beyond the prison of the ego into the all-embracing mind of Christ. divine reality that we both know as love. Relationships are changed by this experience of silence in transcendence, in ways that words cannot achieve. We live together in a new way when we have been patient together in the silence of love.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.