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Caríssimos Amigos

extraído da Meditatio Newsletter de janeiro de 2020.

A nova santidade nos permite vislumbrar o processo de reforma que se revela no colapso das velhas estruturas. A confiança cresce ao lidar com a massificação dos poderes das trevas, porque não vemos apenas sua capacidade de destruição, mas sua intrínseca superficialidade e falsidade: a descarada negação da verdade, a política do olho por olho e dente por dente que mina a justiça, a desonestidade do evangelho da prosperidade que blasfema contra o Um que é Santo.

O que nos permite comprometermo-nos com o caminho da verdade e renovarmos o dom de ser? Como é que iniciamos todo bom trabalho e impedimos que o ego se apodere dele? Por meio da descoberta da verdadeira natureza do amor. Não podemos encontrar isso sem entrar no deserto da solitude, a renúncia da possessividade e, o triunfo sobre o demônio da solidão. Esse é o trabalho da contemplação que, com o tempo, e através do fracasso nos conduz à humildade. . . .
A meditação restaura a sabedoria perdida da ligação entre a ascese (o treinamento na disciplina da atenção altruísta) e o amor. Esse é o acorde perdido da música da humanidade, que precisamos recuperar continuamente. De maneira muito simples e direta o aprendizado da meditação ensina que para encontrar precisamos perder.

Precisamos nos enxergar nos outros e, os outros em nós mesmos, para conhecer a verdade que nos liberta da ilusão. Jesus insiste que nisso nada há a temer. Rumi também via isso quando escreveu: “Na ruína do coração partido você encontra o diamante da paixão divina que faz ressurgir os mortos.”

original em inglês

 

An excerpt from “Dearest Friends,” from Laurence Freeman OSB, Mediatio Newsletter, January 2020.

 

[The new holiness] allows us a glimpse into the process of reform unfolding within the collapse of the old structures. It builds confidence to deal with the massing powers of darkness because we see not only their capacity for havoc but their intrinsic superficiality and falseness: the brazen denial of truth, the eye-for-eye, tooth-for-tooth politics that undermines justice, the deceitfulness of the gospel of prosperity that blasphemes against the Holy One.

What allows us to commit to the way of truth and renew the gift of self? How do we start any good work and prevent the ego from hijacking it? By discovering the true nature of love. We cannot find this without going into the desert of solitude, renouncing possessiveness and triumphing over the demon of loneliness. Over time this is the work of contemplation, leading us through failure into humility. . . . .. Meditation restores the wisdom we have lost of the link between ascesis – training in the discipline of selfless attention – and love. This is the lost chord in the music of humanity we have continuously to recover. Quite simply and directly, learning to meditate teaches that to find we need to lose. 

To know the truth that sets us free from illusion we need to see ourselves in others and others in ourselves. Jesus insists there is nothing to fear in this. Rumi saw it too when he wrote “In the ruin of heartbreak you find the diamond of divine passion that can resurrect the dead.”

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.