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Domingo de Páscoa

D. Laurence Freeman

Domingo de Páscoa 2018

Levantai-vos! Caminhemos adiante, pois vós em mim e eu em vós, juntos, formamos uma única pessoa indivisa. (De uma antiga homilia)

Levou tempo para que aqueles que primeiro experimentaram a presença de Jesus ressuscitado encontrassem as palavras para descrevê-lo — e até mesmo a fé para reconhecê-lo. Eles sentiram medo e incredulidade antes que o reconhecimento ficasse totalmente claro, a luz se tornasse mais forte e o alvorecer do reconhecimento tomasse conta deles. 

O mesmo acontece conosco.

Há muitas coisas no mistério da vida das quais se pode dizer o mesmo. Mas a nada isso se aplica tão verdadeiramente quanto à ressurreição.

Ele entra em nossa casa sem fazer barulho. Está conosco sem ocupar espaço. Ele nos acompanha sem cobrar pelo seu tempo. Está no centro de tudo sem forçar nossa atenção. Ele é invisivelmente visível.

Ele é um novo modo de ser, para o qual todos estamos caminhando e que começamos a vislumbrar agora. Ele limpa a culpa das portas da nossa percepção. 

Ele nos surpreende. 

Ele deixa a morte transparente e nossa vida, radiante.

A quaresma nos impulsionou. 

A páscoa está em todo lugar.

Podemos dizer ‘aleluia’ novamente.

 


 

Texto original em inglês

EASTER SUNDAY

Rise! Let us go forth; for you in me and I in you, together we form one undivided person. (From an ancient homily)

It took time for those who first experienced the presence of the Risen Jesus to find words to describe it – and even the faith to recognize him. They felt fear and incredulity before recognition fully dawned, the light became stronger and the sunrise of recognition broke over them. 

It is the same for us.

There are many things in life’s mystery of which this can be said. But nothing of which it is as true as the Resurrection.

He enters our room without making a noise. He is with us without taking up space. He accompanies us without charging for his time. He is at the centre of everything without forcing our attention. He is invisibly visible.

He is a new way of being, which we are all heading for and which we are beginning to get glimpses of now. He wipes guilt from the doors of our perception. 

He surprises us. 

He makes death transparent and life radiant.

Lent has launched us. 

Easter is everywhere.

We are allowed to say Alleluia again

 

 

 
O primeiro tipo de silêncio é o da língua. São Tiago aborda esse assunto quando ele exorta seus primeiros companheiros-cristãos a vigiar seus discursos. A língua é como um leme, diz ele, muito pequeno, mas com uma grande influência sobre o rumo que estamos tomando. É mais do que óbvio que nós devemos controlar nossa fala quando dizemos alguma coisa com veemência, meramente ofensiva ou maliciosa seja direta ou escondida no humor. É bem difícil, porque gostaríamos de arrancar nossos sentimentos de raiva de nosso peito. Mas as palavras ditas com raiva e com a intenção de machucar (pois a outra pessoa as merece) caem na mesma armadilha de qualquer violência. Nunca alcança o que promete e sempre piora a coisa.
 
Há, no entanto outro tipo de restrição da fala. A maioria dos nossos enunciados é irracional, não significam o que dizem; muitas vezes seu significado principal é para preencher o constrangimento do silêncio e é geralmente bastante trivial. Não quero dizer que devemos sempre falar sobre realidades sublimes; mas nós sempre devemos comunicar algo útil, significativo ou efetivo. Tagarelice é o equivalente verbal de promiscuidade. Controlar a língua, saber quando começar a falar e quando parar é como ser casto.
 
Quando sentamos para meditar a etapa primeira e óbvia é parar de falar, sem mover nossos lábios ou língua enquanto dizemos o mantra. Com as crianças às vezes dizemos o mantra em voz alta algumas vezes com a diminuição de volume e eles logo descobrem que podem recitá-la interiormente e silenciosamente. Isso é um grande alívio, porque muitas vezes não percebemos como nossa maneira de falar pode ser indisciplinada e superficial ou quantas vezes nós resvalamos para a fofoca. Descansar a língua liberta a mente para que ela se mova em direção ao coração.
 
Mas primeiro temos que lidar com o que está perturbando o outro nível, onde o silêncio tem algo mais a nos ensinar.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.