Meditação

Leitura de Domingo, 12 Agosto 2018
Laurence Freeman, OSB

Meditação Extraído de Jesus O Mestre Interior
(São Paulo: Martins Fontes, 2004).

Um dos frutos da meditação é o dom do discernimento. Discernimento acerca daquilo que os meios de comunicação estão fazendo e nos estão dizendo, acerca do momento em que devemos desligar a tela. Por meio da criação de um espaço de solitude através da prática diária, a meditação protege a dignidade da privacidade do indivíduo. Como resultado, ela também desenvolve os valores sociais da liberdade pessoal e a participação responsável na tomada de decisões da sociedade. A meditação desafia a passividade e o fatalismo que podem ser gerados pela saturação midiática, ainda que apenas pelo fato de que pessoas sábias são menos passíveis de serem enganadas.
Nós meditamos neste mundo. Nossa decisão de meditar representa um compromisso com a participação responsável, mesmo num mundo prestes a enlouquecer. Ela exercita o discernimento e limita a intolerância. Ela ensina a fidelidade ã comunidade do verdadeiro Ser, protegendo assim a dignidade humana. A cada vez que nos sentamos para meditar levamos conosco para esse trabalho da atenção nossa própria bagagem e a bagagem do mundo. Trata-se de uma maneira de amar o mundo do qual fazemos parte e, de contribuir para o seu bem estar. Precisamente por ser uma maneira de abandonarmos nosso eu, a meditação nos ajuda a reconhecer e compartilhar a carga da humanidade.

 

original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Meditation,” in JESUS THE TEACHER WITHIN (London: Continuum, 20000, P. 210

One of the fruits of meditation is the gift of discernment. Discernment about what the
media is doing and saying to us, about when to switch off the screen. By creating the
space of solitude of solitude through daily practice, meditation protects the dignity of
individual privacy. As a result, it also develops the social values of personal liberty and
responsible participation in society’s decision making. The passivity and fatalism that
media-saturation can create is challenged by meditation, if only because people of
wisdom are less easily misled.
We meditate in this world. Our decision to meditate represents a commitment to
participate responsibly even in a world going mad. It trains discernment and limits
intolerance. It teaches faithfulness to the community of the true Self thus protecting
human dignity. Each time we sit down to meditate we carry our own and the world’s
baggage into the work of attention. It is a way of loving the world we are part of and
contributing to its well-being. Precisely because it is a way of letting go of ourselves,
meditation helps us recognize and share the burden of humanity.