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Caríssimos Amigos

extraído da Meditatio Newsletter de janeiro de 2020.

Aquilo que frequentemente chamamos de amor pode não ser mais do que a fome, ou a ânsia de nossa solidão por conforto e posse. Sempre que esse nosso “amor” autocentrado é desapontado, pode rapidamente se transformar em raiva e desespero. Para sairmos desse ciclo precisamos da ascese: a disciplina pessoal que exercita nossa capacidade para a atenção. Por fim, essa capacidade torna-se amor que transforma o ego. A atenção ao que é real, e não à nossa versão ilusória da realidade, é uma ilustração do porquê a verdade nos liberta para que igualmente amemos e sejamos amados.

A ligação entre a meditação (essa ascese essencial da vida cristã) e o amor (essa fonte e meta de sabedoria) se assemelha à corda que abre as cortinas de um aposento às escuras e permite que a luz divinizante de uma nova santidade inunde o local. A nova santidade para o nosso tempo acontece quando reconhecemos a Deus em todas as condições de nossa idade, sem saudosismos, sintonizados com tudo o que aprendemos acerca da natureza humana e das leis do universo. Trata-se de uma santidade universal, e não paroquial. Não depende de aprovação humana, mas do reconhecimento mútuo que ocorre entre nós e Deus, no estado contemplativo. Seus filhos são o ecumenismo de todas as fés. Com base nos padrões da história podemos imaginar que alcançaremos a renovação da vida cristã quando uma massa crítica de discípulos tiver aprendido a sair da grande tempestade de nossa atual crise.

original em inglês

 

An excerpt from “Dearest Friends,” from Laurence Freeman OSB, Mediatio Newsletter, January 2020.

 

What we often call love can be the hungry, craving of our loneliness for comfort and possession. When it is disappointed – by whoever we projected it onto – our self-centred “love” can quickly turn to anger and despair. To navigate beyond this cycle, we need ascesis, the personal discipline of exercising our capacity for attention. Eventually this capacity becomes ego-transforming love. Paying attention to the real, not to our illusionary version of reality, illustrates why truth sets us free, equally to love and to be loved. 

The connection between meditation (the essential ascesis of the Christian life) and love (the source and goal of wisdom) is like a cord that draws a curtain in a darkened room and allows the divinizing light of a new holiness to flood in. The new holiness for our time is the recognition of God in all the conditions of our age, without nostalgia and tuned with all we have learned about human nature and the laws of the universe. It is a universal not parochial holiness. It doesn’t depend on human approval but on the mutual recognition that occurs between ourselves and God in the contemplative state. Its offspring is the ecumenism of all faiths. Based on the pattern of history, we can guess that the renewal of Christian life will be achieved when a critical mass of disciples has learned how to navigate the perfect storm of our present crisis.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.