Jesus, O Mestre Interior

Leitura de Domingo, 23 Agosto 2020
Laurence Freeman, OSB

Extraído do livro Jesus, O Mestre Interior – Martins Fontes, São Paulo, 2004.

 

O único momento em que podemos encontrar Deus é agora, o único local é aqui. A meditação é o processo pelo qual voltamos ao lar, ao aqui e agora. Todavia, tão logo nos sentamos para meditar, descobrimos como é pequena a parcela de nós que está verdadeiramente presente. [...]


Sentimos culpa, ou desânimo, com nosso nível de distração, e esses sentimentos são irrelevantes. A aceitação de que a distração é um fato, é apenas um estágio do auto conhecimento e da auto aceitação: o próprio processo que constitui a senda espiritual. Em seus estágios iniciais o chamamos de arrependimento, enxergando e aceitando a nós mesmos, tais como somos. Isso, por natureza, nos torna humildes.


A meditação rapidamente nos conduz à humildade. Vez após outra retornamos ao mantra, e ao fazer isso aprendemos o significado da humildade e da fidelidade. Assim como o filho pródigo caiu em si, o fazemos não uma, mas tantas vezes quantas necessárias. Novamente damos meia volta, e voltamos ao lar. Aprendemos quem é que na verdade nos acolhe de volta, tão humildemente, com tanta frequência, e nos chama a participar do banquete da vida.

 

original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman in JESUS THE TEACHER WITHIN (New York: Continuum, 2000), p. 216.

The only moment we can meet God is now, the only place here. Meditation is the process of coming home to the here and now. But as soon as we sit to meditate, we discover how little of us is actually present. [ . . .]

Feelings of guilt or discouragement at our degree of distraction are irrelevant. Accepting the fact of distraction is simply a stage in self-knowledge and self-acceptance: the very process that constitutes the spiritual path. In its early stages, we call it repentance, seeing and accepting ourselves as we are. This is by nature humbling.

Meditation quickly brings us to humility. Again and again we return to the mantra, learning as we do the meaning of humility and fidelity. Like the prodigal son, we “come to our senses” not once but as many times as necessary. We turn around again and return home. We learn who really welcomes us back so humbly and so often and calls us to join the feast of life.