Carta Quatro

Leitura de Domingo, 30 Agosto 2020
Laurence Freeman, OSB

extraído de “Letter Four” in THE WEB OF SILENCE (London: DLT, 1996), pgs. 42,44-45. 

Laurence Freeman OSB

Em face de nossas crises contemporâneas precisamos nos perguntar: por que meditamos? Perguntamos não para debilitar nosso comprometimento, mas para refiná-lo e aprofundá-lo. Nós não estamos em busca de experiências interessantes. Meditação não é tecnologia da informação. Ela trata do conhecimento que redime, a pura consciência, o conhecer, e não meramente estar informado a respeito. A meditação não aumenta nossa base de dados. Na verdade, nos afastamos daquela nossa maneira usual de obtenção de informações, na medida em que nos voltamos para um conhecimento que não é quantificável, um conhecimento que unifica em vez de analisar.

A sensação de estarmos sendo tolos ou improdutivos é um sinal positivo de que estamos sendo conduzidos pelo “espírito de sabedoria e de revelação, para poderdes realmente conhecer [a Deus]” (Ef. 1,17). Este conhecimento redentor e recriativo é a sabedoria que falta ao nosso tempo. Nós podemos reconhecê-lo, e discernir entre ele e suas falsificações, porque ele não reivindica nem ostenta quaisquer pronomes possessivos. Ninguém o reivindica como sendo seu.

Ele é a consciência do Espírito Santo e, portanto, é o útero de toda ação verdadeiramente amorosa. Em face da mais desanimadora tragédia, ele está tão perto de nós, quanto nós estamos de nosso verdadeiro eu.

original em inglês

 

From Laurence Freeman OSB, “Letter Four” in THE WEB OF SILENCE (London: DLT, 1996), pp. 42, 44-45. 

 

In the face of our contemporary crises we need to ask why we meditate. We ask it not to undermine our commitment but to refine and deepen it. We are not in pursuit of interesting experiences. Meditation is not information technology. It is about knowledge that redeems, pure consciousness—knowing, not merely knowing about. Meditation does not increase our funds of information. In fact we turn away from our usual information-gathering and sorting as we turn to a knowledge that is not quantifiable, a knowing that unifies rather than analyzes.

The feeling of foolishness or of being unproductive is a positive sign that we are being led by the “spiritual powers of wisdom and vision, by which there comes the knowledge of God” (Ephesians 1:17). This redemptive and recreative knowledge is the wisdom our age lacks. We can recognize it and discriminate between it and its counterfeits because it neither claims nor parades any possessive pronoun. No one claims it as their own.

It is the consciousness of the Holy Spirit and therefore it is the womb of all truly loving action. In the face of the most disheartening tragedy it is as close to us as we are to our true selves.

43.